On a moment like this…
Há dias que são perfeitos. Simples, e sem planos.
Há momentos que davam filmes.
Há alturas em que o tempo devia parar, retroceder e deixar acontecer tudo novamente.
Há dias que não se esquecem.
E são momentos como estes que fazem todos os outros valer a pena.
Mesmo quando são curtos, e nos intervalos de algo maior.
Mesmo se não forem perfeitos, e sem falhas.
Mesmo que faça algum frio.
Mesmo que seja a quase despedida.
Apesar de tudo.
Momentos como os de ontem são preciosos.
Esquecer o relógio, e o despertador do dia seguinte.
Esquecer que vai ficar escuro, e que não sei já onde estou.
Esquecer que o metro nos leva lá mais depressa.
Esquecer do filme que quero ver.
Esquecer o mundo à volta, e deixar a conversa correr.
Esquecer, por momentos, que o meu ritmo normal é à pressa.
Esquecer.
Abrir os olhos como de tentasse absorver todo o mundo de uma só vez.
Olhar-te como se receasse esquecer-te.
Beijar-te como se me oferecesses o mundo.
Deixar-me ir, por um motivo apenas: “E porque não?”.
Don’t think, just do it.
Não acontece todos os dias.
Nem com relativa frequência.
E porque não?
Porque vivo a correr, a tentar encaixar todas as peças da minha vida o mais rapidamente possível, sem reparar que algumas se encaixam mais harmoniosamente se as deixar sozinhas.
Se não controlar tudo, constantemente.
Às vezes é bom perceber que pode ser diferente. Basta tentar.
Rotina
Aos poucos torna-se rotina. Acordar, ver as horas a passar, ainda que lentamente, e sair feliz. Aproveitar as horas de pausa e recomeçar. Dias depois vem o fim-de-semana. Parece que dura um mês! Excepto quando acaba…
Sabe bem respirar do lado de fora. Ainda que só tenham passado ainda duas semanas… Estou algo farta :(
Como diz a música, “I will survive!” :)
Outras coisas me vão mantendo feliz, como contar os dias que faltam para o próximo fim-de-semana, em que poderei matar saudades!!
Mas estes dias, por meio de muita seca, fazem-me pensar no motivo que me levou a querer fazer isto, e o porquê de ter a certeza de que valerá a pena! O que interessa não é o caminho, é o lugar onde pretendo chegar. E se ao “perder” estas férias estou a explorar um atalho para o “tal” lugar, porquê recusar?
Não sei o que quero, mas começo a ter “umas luzes”. Começo a ter noção das possibilidades, e das opções que me poderão agradar mais, ou menos. E terei já isso em breve nas próximas opções que terei de fazer.
Espero não desperdiçar oportunidades, espero não me arrepender, espero não estar a perder tempo, e a ganhar esperança inútil…
Estes Dias Parvos…
Ainda tão pouco passou, e já estou farta. Não do que faço, mas do que deixo de fazer. Porque não compensa, mesmo nada. Por agora.
Como explicar? É opção minha, eu sei. Não se torna mais fácil ou mais divertido por causa disso. Sobretudo com descrições frequentes de tudo o que vou perdendo.
Ganhar, também ganho algumas coisas. Olheiras, nem parece que um dia estiveram de férias. Dores de cabeça, tal como o pc do século passado, parece que vieram para ficar durante dois meses. E havia tanta coisa como alternativa.
E no tempo que sobra, em que não grito que me deixem dormir (“porque faltam apenas 8h e 15 min para acordar”), quero apenas ficar parada, aproveitar o silêncio e o “nada para fazer”. Mas nem isso posso fazer. E planos, posso? Também não. Nestes dias, o que consigo controlar resume-se a uma lista muito curta.
Basicamente, estou a precisar do fim de semana. Foram apenas 4 dias, mas estou já a pensar: como é que as pessoas conseguem ter vidas, famílias e filhos desta forma?
Apetece-me…
Back
Não são precisas muitas palavras. Ao contrário do que esperava… Mas estou de volta, a começar algo novo, sem saber o que esperar.
Mas não sorrio. Estou triste pelo que deixei lá longe… Sinto saudades, e ainda só parti há algumas horas.
Vou dormir, amanha vai ser uma dia longo.