PS. I love you

16/07/2009 at 23:54 (Coisas da vida, Filmes e músicas)

Estás longe. Não para todo o sempre, nem sequer noutro fuso horário. Mas demasiado longe. Sinto a tua falta. Muito mesmo.

Como estou com este espírito do love is in the air, que melhor filme para ver do que “PS. I love you”. Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, e é sempre certo que choro do início ao fim. Faz-me pensar no meu medo de me ver em situação semelhante, de ver o meu mundo a desabar porque dele não és já parte.

A história pouco tem a ver com a minha, mas nada disso interessa. As lágrimas escorrem-me pela face como se tu fosses o irlandês e eu a Hilary Swank. Como se aguardasse o carteiro, e a tua última carta. Como se soubesse que não irias mais voltar.

Felizmente, não estás assim tão longe mas, anyway, chorei assim que me disseste “olá”. I miss you sooooo much…

Volta depressa, sim?

I love ‘till the end :)

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Questões difíceis

15/07/2009 at 19:45 (Coisas da vida, Desabafos, Família)

Quando é que se sabe que a conversa deu para o torto?

Como conseguir identificar aquela frase, ou aquela palavra, que “entorna o caldo”?

Porque será que apenas sabemos que dissemos o que não devíamos, depois de o termos feito, e de não haver já retorno?

O que fazer quando não se pode voltar atrás, e tudo o que se quer é voltar a sentir e pensar no problema inicial, antes de se ter criado um novo, e muito mais complicado de resolver?

Como esquecer o que é dito sem querer, mas que é sentido bem lá no fundo?

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Control Freak

10/07/2009 at 19:10 (Uncategorized)

Há tempos postei uma frase que encontrei ao ler o diário de Florbela Espanca. Volto a colocá-la aqui novamente:

“Nas horas que se desagregam, que desfio entre os meus dedos parados, sou a que sabe sempre que horas são, que dia é, o que faz hoje, amanhã, depois. Não sinto deslizar o tempo através de mim, sou eu que deslizo através dele e sinto-me passar com a consciência nítida dos minutos que passam e dos que se vão seguir. Como compreender a amargura desta amargura? Onde páras tu, ó Imprevisto, que vestes de cor-de-rosa tantas vidas?”

Há uns dias falei sobre isto. Esta frase é sobre mim. Um desabafo do que sinto, sem que o possa controlar. É uma angustia, uma dor quase física que me impossibilita de me deixar levar. Não sem antes saber para onde, a que horas, fazer o que, como e quando regressar.

Angustiante, mais ainda, é explicar este sentimento tão estranho, tão irracional. Compreendo, mas sei que não faço muito sentido ao planear cada segundo de qualquer coisa. Não compreendo a diversão no “deixa andar”. Talvez porque não me deixo “deixar andar”. Mesmo em alturas em que me encontro mais “solta”, sei sempre onde estou, que tenho dinheiro para regressar. Sei as horas que são, e que tenho trabalhos para fazer quando regressar a casa. E, a muito custo, tento fazê-los. Nada foge do meu controlo. Está tudo bem planeado. E corre sempre tudo razoavelmente bem. Excepto quando acontece o impensado.

Desde criança que tenho o meu plano. Partes dele são agora irrealizáveis, outras ainda têm tempo para se concretizar. Mas a vida não é conto de fadas, nem um filme romântico de Hollywood. É mais, talvez, uma comédia romântica, com fases de drama e terror, e final imprevisível.

Ainda assim tento, com pequenas coisas, viver os romances que passam nas telas, e nos quais choro sempre no final, seja ele feliz ou não. E às vezes consigo. Noutras, fico ou pouco ao lado. Que seria a vida sem tentar?

Estou a divagar, a escrever para mim. Coisas que penso, dias e dias.

Quando estou prestes a zangar-me, nos “momentos de preparação”, tenho mil conversas comigo mesma, discussões acesas, mil argumentos, respostas e finais. Quando chega o momento da verdade, tenho sempre resposta, sei onde atingir. Sei-o talvez bem de mais. Porque depois de tanto treino, tudo o que digo sai, a meu ver, de forma perfeita. Não me orgulho, mas não o posso evitar. Não penso noutra coisa. Assim consigo controlar o que se vai suceder. Não que não falhe, até acontece vezes demais :)

Concluindo: sou completamente irracional, e não tenho cura. Tento, com calma, mudar, e pensar com a outra metade do cérebro. Às vezes funciona, outras vezes só temporariamente, e depois volto ao treino antes da “explosão”.

Mas a verdade é que tento.

Mais palavras para quê? Basta ler a citação. Não me farei entender melhor do que Florbela Espanca, certamente! =)

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Coisas

01/07/2009 at 20:16 (A propósito de nada..., Coisas da vida)

Só há pouco me apercebi de que o meu blog tem mais de um ano. Nem a festa teve direito :)

Reparei também que estou perto do 200º post…

Revi algumas das coisas que escrevi, das coisas que senti e já nem me lembro, outras nem tanto… Há posts que deixam tanto por dizer, mas não consigo deixar de me lembrar do que me levou a escrevê-los.

Enfim… Muita coisa passou nos últimos tempos. Muito está ainda para vir. Espero continuar com este cantinho pseudo-privado para onde fugir, quando o mundo real parecer um filme de terror, por muitos mais posts =)

E aos muitos fãs que me seguem (sim, às duas ou três pessoas que lêem isto, vá-se lá saber porquê), obrigada pelos  imensos comentários, são um público maravilhoso :p :)

Now, back to the real life :(

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