?

28/12/2008 at 14:33 (A propósito de nada..., Coisas da vida)

Is it worth trying?

Is it worth living?

Is it worth dying for?

 

If it makes you smile;

If it makes you glad and proud;

If it doesn’t hurt the other;

And mostly, if it doesn’t hurt you…

Just go for it =)

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Ser ou não ser…

27/12/2008 at 15:29 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Filmes e músicas)

Eis a questão. Simplificada!

Não se pode resumir o “ser” a estas duas opções. Há graus, há níveis de ser, há circunstâncias que tudo mudam.

Não sou simplesmente tímida, ou constantemente irrequieta. Sou-o, apenas por vezes, se estiverem reúnidas determinadas condições. É como a neve ou a chuva. Não chove sempre que o céu está nublado… É preciso outra coisas…

A questão não se resume a ser ou não ser. Há também a opção de ser “um pouco”, “às vezes”, … Não somos só azuis, ou amarelos. Podemos ser um pouco de cada, ser verdes. Ou só amarelos. E, depois, só azuis.Não está nada definido, nem nada é imutável, é a esta a verdade, às vezes tão dura. Há situações em que nada deveria mudar…

A verdade, é que não somos assim tão lineares… Somos confusos e complexos. Somos como as cebolas. Por camadas.

 

A verdade, é que somos todos ogres, bem lá no fundo :p

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Desentendimentos

26/12/2008 at 18:19 (A propósito de nada..., Coisas da vida)

Há coisas que me fazem muita confusão. Coisas essas que são, também, parte do que sou, parte de como ajo. Não é preciso ir longe, aqui bem perto, dentro de casahá aquilo de que falo. Fora de casa, mas ainda no prédio, também. Nas turmas das escolas e nos escritórios “de gente crescida”. Em todo o lado. Decididamente, nós, Humanos, somos muuuuito complicado.

Tudo começa da mesma forma. Alguém diz alguma coisa, e é ouvido. Arrisco-me a dizer que ocorre um dos seguintes acontecimentos (PE a subir-me ao cérebro…): alguém percebe mal o que foi dito; alguém pervebe bem, mas interpreta de maneira errada; alguém ouve, bem ou mal, mas espalha o que foi dito à sua maneira, em nada próxima da realidade. O que gera grandes mal-entendidos, sem que as pessoas que falam inicialmente se apercebam do que geraram. E depois há orgulho, e vergonha, e sentimentos complicados que temos muita dific"uldade em ultrapassar.

Tudo isto, porque as pessoas não são sinceras, “andam em bicos de pés”, com medo de dizer algo errado, ou ofensivo, ainda que seja normal. É normal, e bom, perguntar quando não se entende alguma coisa… É estupido e condenável “espalhar” verdades fabricadas, tendo-se perfeita consciência disso. É esta a realidade. A quem é que não aconteceu uma coisa destas uma ou outra vez? E o que é que aprendemos? Nada. Continuamos a interpretar as coisas como nos convém, com base nos julgamentos que fazemos dos outros.

As pessoas não mudam.

As pessoas são estúpidas por natureza.

 

Hoje estou do contra, apetece-me fazer de “Advogada do Diabo”.

Hoje apetece-me ser diferente.

Não ser naturalmente estúpida.

Diz-se que as regras existem para que possam haver excepções. Nessa caso, eu quero ser a excepção que prova a regra.

Faço-me entender? :s

Nem eu me entendo bem…

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P.S. …

23/12/2008 at 21:39 (Coisas da vida, Desabafos, Filmes e músicas)

Sei que exagero. Sei o que estou a fazer, quando não o digo. Sei que te magoo, por pensar que mereces. Sei tudo isso, mas agora nada disso importa. Não estou irritada, nem tu estás de castigo. Agora já não. Há coisas mais importantes neste momento.

Conheces a nossa tradição… Já lá vão quase três anos, e repete-se todos os dias, aliás, todas as noites, salvo raras e justificadas excepções… Sempre o mesmo, mas sempre diferente… É sempre importante, mesmo quando é apenas rotina. És tu, e sou eu, e isso é mais importante do que tudo. Quando tudo correr mal, teremo-nos sempre um ao outro.

Ontem foi excepção.

Curiosamente, não consegui dormir. Não estava bem comigo, por não estar bem contigo. Dei voltas à cabeça, e voltas na cama. Escrevi, li, cansei-me, mas não dormi. Pensei em ti, e pensei, e pensei. E chorei, é verdade… Ultimamente tudo me faz chorar, nem que seja apenas uma pequena lágrima que nem chega a cair, daquelas que simplesmente desaparecem, como se subitamente não tivessem razão de existir. Sim, elas estão sempre cá, e ontem também.

Mas… Agora, que tudo passou, que interessa isso? Nada disso interessa agora, não choro mais, não estás de castigo, nem te quero magoar. Quero apenas que estejas aqui, comigo. Sem ti… Eu não sou eu, sem ti. Nada seria o mesmo sem ti. Devo-te isso. Devo-te o facto de ser quem sou. Devo-te o ser feliz.

Devo-te umas palavras na noite passada. Devo-te a sinceridade, que no meio de tanta coisa ficou distorcida. Tudo aquilo, sabes porquê. Resume-se tudo ao mesmo. Ao que ficou por dizer.

Sabes que sim, não precisas de o ouvir, mas nunca é demais, quando é uma verdade que se pretende prolongar. É como um elogio, um agradecimento, uma verdade do mais honesto que há. Palavras belas e preciosas, para o ego e, principalmente, para a alma.

Depois de tudo, deixo aqui o que ficou por dizer.

 

“P.S.: Amo-te.”

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Simplicidades

21/12/2008 at 23:11 (A propósito de nada...)

Apetece-me dizer que sim,

Gritar ao mundo e levar-te ao limite.

Quero fugir, e girar sem sair do mesmo sítio.

Quero todo o mundo, num sítio apenas.

Quero-te a ti, e só a ti.

Aqui comigo.

 

Apetece-me, sei lá,

Saltar, saltar, saltar.

Sorrir, fechar os olhos,

Sentir o cabelo a voar com o vento.

Abrir os braços.

Sentir um arrepio, seguido do teu calor.

 

Quero gritar que te amo,

Não para ti, mas para o mundo,

Para que gire mais devagar, ou mais depressa.

Para fazer a diferença.

 

Quero que as luzes fiquem fracas,

Que a música seja mais lenta,

Que o ambiente seja propício.

Dou-te um beijo. Olho-te nos olhos.

Olho-te, e sorrio apenas.

Tu sabes, eu sei.

Não é preciso mais nada.

 

Um abraço, um beijo.

Um arrepio.

Um sussuro.

Um simples “Amo-te”.

E podia acabar o mundo.

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Desabafos de um dia “não”.

20/12/2008 at 15:18 (A propósito de nada..., Desabafos)

Sinto-me a sufocar.

Não me apetecer estar aqui.

Não me apetece estar, ponto. Nem aqui, nem em qualquer outro lugar.

Ser nuvem por uns tempos, que ora está, ora desaparece, sem que nela reparem.

Quero ser fumo. Desvanecer-me no ar.

Quero dormir, mas não me deixam.

Quero sonhar e não posso.

Não quero nada, por tudo querer.

Quero desligar-me.

 

O mundo não é como o quero.

Nada é como quero.

Só eu. Eu sou exactamente como quero.

Mas eu não sou o mundo. Nem o meu, nem o de ninguém.

Porque o mundo não é como o quero. Porque é injusto.

O mundo não é como nos meus sonhos.

Nunca o será.

Mas é apenas este que eu tenho.

Este mundo que me sufoca.

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Pedaços de vazio

17/12/2008 at 22:07 (A propósito de nada...)

Não sei. Nem como, nem o quê.

Quero, mas não sai nada.

 

Tento prosa, saem versos;

tento rimas, saem histórias.

Quero finais, mas não chego a meios.

Quero, mas não tenho vontade.

Tenho vontade, mas não consigo.

 

Tenho uma folha em branco, ainda que virtual,

Tenho um fonte que já não jorra, ainda que metafórica.

Encontro dentro de mim um vazio,

Preenchido por tanta coisa.

 

Nada sai direito, e nada faz sentido.

O que sai não é bonito,

Não é o que quero.

Quero uma coisa, mas só consigo um pouco de tudo.

Um pouco de nada.

Consigo, mas apenas isto.

Pedaços de vazio.

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Natal

15/12/2008 at 22:27 (Coisas da vida)

O Natal já era. O espírito natalício foi-se. Ficaram as luzes e os sinos, e os reformados vestidos de vermelho em cada centro comercial.

Não há causa, nem consequência, é apenas Natal. Época de dar e receber. Mas apenas a alguns. Àqueles que também nos dão. Falo de todos, e também de mim. Sempre com a cabeça no que nos calhará, sempre a pensar se valerá a pena o esforço na escolha. Se valerá o trabalho. Sempre, mas sempre, com a cabeça no prémio.

Espírito natalício são as luzes, as árvores de Natal espalhadas pela cidade, a neve nas montras, os presentes embrulhados como decoração e os vinte minutos ininterruptos de anúncios  a brinquedos na TV.

É bonito, a sério que é. Cenário paradisíaco, onde as pessoas são boas, onde há amor e paz e…. Tretas. Vejamos a realidade como é realmente é: centros comerciais cheias de gente a refilar por causa das filas, do dinheiro que gastam, das pessoas a quem compram prendas porque “se não se der nada fica mal”, gritos dos pais que perdem a cabeça com os filhos, que pedem todos os brinquedos da montra e todos os outros no interior da loja, gritos da mãe para o pai “porque não me ajudas a escolher a travessa perfeita para a tua mãe”.

A verdade é esta: o Natal, não é o Natal que nos é vendido em todo o lado. O espírito natalício é raro. O bonito de dar prendas não é o facto de também as recebermos. É olhar nos olhos de quem a recebe. De quem fica radiante, de quem agradece, com sinceridade. Porque, se virmos com atenção, os seus olhos brilham, e os nossos também. É impossível gerar felicidade e ficar indiferente.

Espírito natalício, o verdadeiro, devia durar todo o ano. Paz e amor não são apenas necessários nesta época, os sem-abrigo e as famílias pobres não precisam de auxílio apenas nestas semanas. E no resto do ano, o que é feito destas pessoas? Fechamos os olhos. Mas no Natal, no Natal não! Damos-lhes moedas, comida, mantinhas e tudo o mais. Não tudo o que podemos, só o que é mesmo necessário, “para não ficar mal”. É esta a nossa ideia de espírito natalício?

Tudo isto revolta-me. Com o mundo, e comigo, por agir da forma que agora critíco. Por querer fazer mais, e não sair do meu lugar. Porque é difícil, e também gosto do conforto do lar. Porque me aborrece. Sou apenas mais uma, no meio da multidão que se dirige em fúria para os Colombos e Vascos da Gama deste mundo.

Irrita-me ser como eles. Está nas minhas mãos mudar… Está nas mãos de cada um de nós fazer um pouco mais… E fazer um pouco de Natal a cada dia. Gerar felicidade, e ver os tais brilhos e sorrisos. E ouvir sinceros agradecimentos. Fazer a diferença, fazer o que uma travessa perfeita não fará nunca.

Esqueçamos a neve e os pais-natal (que, só para não gerar dúvidas, devem existir apenas para as crianças, enquanto o espírito natalício ainda não foi rasgado como os papéis de embrulho das Barbies e dos Batmans), e as árvores de Natal, e até o menino Jesus (a propósito, é por causa d’Ele que se comemora o Natal, as pessoas têm tendência a esquecer-se disso…), esqueçamos até que é Natal. É bom, quando as pessoas são boas, não é? E se ajudam, e tornam os fardos dos outros mais leve, não é? Devia ser esse o espírito desta época. E de todo o ano. Para toda a gente.

*Feliz Natal*

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A Bela e o Monstro, e outras histórias…

13/12/2008 at 00:23 (A propósito de nada..., Amigos, Coisas da vida, Desabafos, Família)

Hoje apetece-me ser um personagem de desenhos animados. Um dos bons. Uma princesa precisa de ser salva, ou a aldeã que arrisca a vida para salvar a família. Apetece-me, porque neste mundos, tudo acaba bem. Há fadas, e feiticeiros, e florestas encantadas. Há coisas mágicas, há feitiços, e coisas que os quebram. É tudo perfeito, mesmo quando não o é. Estamos, afinal, a falar de mundos inexistentes, imaginários, impossíveis.

Qualquer que seja o final, por mais inesperado, é perfeito, é belo, é o final feliz por que todos ansiamos.

Mas o mundo não é perfeito, e se por momentos se assemelha a algo que desejamos manter para sempre, corremos o risco de, subitamente, tudo se desvanecer, sem sequer nos darmos conta. Não há a certeza de finais perfeitos, nada nos garante que "os bons nunca morrem". Por vezes até parece que nem vale a pena, parece que tudo está contra o nosso final feliz…

Mas, vendo bem as coisas, muitas histórias terminam quando a princesa e o principe ficam juntos, quando a aldeã salva a família, quando a criança corajosa traz riqueza à aldeia. O mal não acaba, continuam a existir bruxas à espreita, e dragões, e cruéis comandantes de vingativos batãlhões à espera da melhor oportunidade para atacar, para fazer mal.

Bem vistas as coisas, somos todos princípes e princesas da nossa própria história, à procura do nosso par, do que nos faz falta, daquilo que já encontrámos sem saber, à procura da cura para os feitiços que nos lançam e da estaca sagrada que matará o dragão da nossa vida.

Ao contrário das histórias, o nosso final, por ser o derradeiro final, não pode ser totalmente feliz. É algo pelo qual não é racional ansiar. São os pequenos momentos, as pequenas vitórias, as rasteiras ao dragão, e a visão do nosso princípe ao longe. Estes pouco visíveis avanços, que nos fazem algo visívelmente felizes, são os finais felizes de cada capítulo, da interminável história da nossa vida. O final feliz não interessa, são apenas relevantes as conclusões a que chegamos ao final de cada capítulo.

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O mundo, através de uma janela

05/12/2008 at 22:46 (Amigos, Coisas da vida, Desabafos, IST)

Era de tarde, e a vontade era nula. Na minha cabeça amontoavam-se motivos para não estar ali, e uns poucos para ficar.

Acabei por ficar, durante aquilo que me pareceu tempo suficiente para t tender para infinito. Apenas nalguns momentos, porque noutros, tudo fazia sentido, e valia a pena. Como sempre acontece.

Mas eu via o mundo lá fora. Escuro, da janela suja e do céu cinzento, feio e pouco acolhedor; caía chuva, ainda que miudinha. Irritante. Nada de Sol, nem um pouco de céu azul, aquele de que tanto gostamos, e que faz tanta gente sair à rua, e passear. Nada disso. Havia apenas tudo o necessário para ficar lá dentro, numa atmosfera acolhedora, sem vento, e moderadamente quentinha.

Mas o “lá fora” é isso mesmo, o que não temos e tão desesperadamente pensamos precisar. “The grass is always greener on the other side”.

Apetecia sair e gritar, ou simplesmente sair, e deixar de estar fechada, presa. Limitada a mexer as pernas, ou fazer sons irritantes com os pés no chão.

O ambiente pouco convidativo do exterior era tudo o que eu queria, mas deixou de o ser quando saí. Estava mesmo frio, e a chuva era mesmo irritante, e não uma ilusão criada pela sujidade da janela. Não era o ideal, mas estava livre. Ao contrário de antes, calada, imóvel, presa a uma cadeira.

Esta “tortura” durou cerca de três horas, e para quem lá estava ao meu lado, deve ter sido perceptível o desespero com que mirava o lado de fora.

Imagino, sem conseguir compreender na totalidade, o que será estar preso, verdadeiramente enclausurado. Seja numa prisão, por rapto, ou qualquer outro motivo. Imagino, e tenho a certeza de que não conseguiria nunca suportar esse sofrimento.

Não sou nada, mas mesmo nada paciente. Esforço-me, mas nem sempre o suficiente. Não fui feita para esperar por dias melhores, ou por oportunidades que o vento, quiçá, trará um dia. Nada disso.

Tal como um pássaro precisa de esticar as asas, voar, tal como um cão precisa de correr, eu preciso simplesmente de saber que posso fazer tudo isso, apesar de o fazer apenas se quiser. Ter a escolhar, ter a opção, é, realmente, a melhor de todas as coisas.

Sim, podia ter saído de lá. Mas há regras sociais que nos impedem disso. Somos realmente livres, quando estamos entre quem não nos julga, e podemos dizer coisas como “vão-se todos lixar”, e voltar as costas, sabendo que não houve mossa. Somos livres se não nos moldamos por causa do que os outros podem pensar. Somos livres, se estamos na companhia de pessoas que nos deixam ser livres.

Fora daquela, e de todas as salas, eu sou livre.

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