Banda de Möbius

29/06/2008 at 21:39 (A propósito de nada..., Matemática)

Para quem não conhece, aqui fica a imagem (as formigas são apenas decorativas :p):
É uma superfície com um lado apenas.
Tentem começar a colorir um lado, e verão que toda ela fica pintada.
É uma superfície não orientável.

Mais info, Wikipédia.

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Vida de estudante

29/06/2008 at 21:28 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Desabafos, IST)

Quem afirma que a vida de estudante é a melhor parte da nossa vida, claramente não andou no IST.
Este último ano foi mau, em muitos aspectos mas, principalmente, na carga de trabalho.
Sempre fui boa, talvez até muito boa aluna, sem ter de me esforçar muito para conseguir os resultados desejados. Aqui, estudo dia e noite para ter positivas, e nem sempre consigo.
Quem acha que esta é a melhor fase da minha vida, não pode ter passado pela época de exames no IST.
Há cerca de dois meses que vou para lá estudar todos os dias, fins-de-semana e feriados inclusivé. Não vou a casa há mais de dois meses, não tenho tempo para mim, há muito mais do que isso… E agora que só há apenas uma cadeira a pedir trabalho, não consigo fazer um último esforço…
Este semestre foi estoirante, foram raras as semanas sem testes, normalmente era sempre mais do que um, e seguidos. Não parei.
A verdade é que já colhi alguns frutos do meu trabalho… Agora o resto, é esperar para ver.
Apesar de tudo, podia ter sido pior. Em comparação com muita gente que conheço, este ano correu-me às mil maravilhas, mas o trabalho que eu tive também foi “ligeiramente” maior do que o destas pessoas.

Acho que vou dormir, estou preguiçosa, e apetece-me deixar tudo para o último dia e esperar pelo melhor.

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À nora..

28/06/2008 at 22:52 (Coisas da vida, Desabafos)

É como eu estou… Não sei o que dizer, nem o que pensar, nem o que fazer…
Talvez já vá sendo altura de descodificar esta situação: acabou uma amizade que já durava há quase 7 anos. Era uma amizade forte, e a única assim que tinha. Agora que acabou, vejo que tinha muitos pontos fracos, e que não era baseada em coisas fortes, mas em verdades pouco reais.
Passo a explicar. Todas as pessoas têm defeitos, pequenas falhas dispensáveis, e eu também. Para conseguirmos lidar com uma pessoa temos, muitas vezes, de ignorar esses aspectos, dar-lhes pouca importância, camuflá-los, ou arranjar desculpas. Durante 7 anos, fiz tudo isso, e tudo correu bem. A verdade, é que nem sempre fui como sou agora, era fraca, mais ainda. Quem sabe o que custa ser rejeitado, sabe como me sentia. Caso não ignorasse, caso respondesse, ou contrariasse, era o fim, e eu ficaria sozinha. Então, durante todo este tempo, não tinha grandes opiniões, nem grande personalidade.
Este ano, tudo mudou, eu sinto-o, e agora provei-o.
Torna-se tudo mais difícil quando se vive com a pessoa em causa. A convivência diária, as inúmeras outras falhas que passamos a conhecer, podem matar qualquer relação. Tal como não podia contrariar, também era “proibido” estar de mau humor e dar respostas tortas. Acontece que a vida não é um mar de rosas, e todos temos dias maus.
A partilha de uma casa exige que se cumpram certas regras, algumas não mais do que bom senso. Mas, ao que parece, apenas para algumas pessoas. Apenas uma pequena observação, uma correcção, uma chamada de atenção, feita sem um sorriso e não seguida de um pedido de desculpas, geraram tudo isto. Não vou negar que havia outros factores de influência, mas apenas isto teve a ver comigo.
Realmente, o bater das asas de um borboleta, coisa insignificante, é capaz de provocar uma tempestade.
Não consigo compreender como tudo aconteceu depois, foi demasiado rápido. Reacções desnecessárias e quase provocatórias, que ficaram sem resposta. E continuou sem haver qualquer pedido de desculpas. De qualquer das partes. Agora, duas semanas depois, ela foi-se embora.
Não fiz nada de mal, mas não consigo deixar de me sentir culpada. Não tenciono voltar atrás, mas não páro de pensar no que aconteceria se não tivesse falado. Provavelmente, explodiria um dia e perderia a razão. Não consigo deixar de pensar. Sinto pena, sinto raiva, até algum alívio, mas também me sinto triste. Porque depois me apercebi de que não há muito mais gente à minha volta, e me senti sozinha. Depois, também percebi que há por aí muita gente simpática, com quem posso ter uma amizade verdadeira, sem ter de deixar de ser quem sou, por medo, por me achar inferior.
Já devia ter aprendido, mas parece que só agora percebi.
Tenho quem é preciso, e só preciso de quem tenho.

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Countdown

28/06/2008 at 11:13 (Coisas da vida, Desabafos)

I’ve been counting down the days, now I’m counting down the hours…
And it’s still hard to believe this is the end.

I can’t express my feelings, I don’t even know how I feel.
I just want to reach the end, and quickly.

I don’t want to keep waiting, it’s driving me CRAZY!

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Mais tretas…

26/06/2008 at 08:27 (Coisas da vida, Desabafos)

Sei que cheira a treta. De longe. Sei que parece que minto, que me escondo atrás do que são os factos, mas não. É verdade que sofro, é verdade que choro, mas também tenho raiva, e não me arrependo.
Há pessoas que entram e deixam a nossa vida, deixam marcas e, às vezes, demasiado profundas para desaparecer. Não minto: já tenho algumas cicatrizes, alguns desgostos. Agora mais um, um que não esperava mas que, ainda assim, não é demasiado surpreendente. Com o passar dos anos começamos a conhecer as pessoas, e a prever comportamentos, e eu quase sabia o que ia acontecer. Só posso dizer “Paciência”.
Este post, nem nenhuma outra coisa, poderá marcar o fim de tudo. Os sentimentos, bons ou maus, não morrem com o fim, ou o evitar, da convivência. Pode ter ficado muito por dizer. Não interessa. Ainda me custa a acreditar como tudo aconteceu.
Adeus.

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Saudade

23/06/2008 at 22:05 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Desabafos, Família)

Andei a vasculhar nos rascunhos do telemóvel e encontrei algo escrito há uns tempos atrás… Num dia em que senti saudade de tudo o que agora não tenho por perto:
“Today I felt the wind, like I used to feel it when I was far away from here, back home.
I closed my eyes, enjoying it blowing my hair. I miss it, miss home, and its river. I want to go back… “
Lembro-me que escrevi isto, enquanto esperava, numa paragem de autocarro, a ouvir música. Lembro de pensar no ridículo que era, tendo a portuguesa palavra “Saudade”, exprimir o sentimento em inglês.
Tenho saudades de tudo isto, mas já faltou mais para estar tudo de volta, para estar novamente à beira rio, a ver as gaivotas e a ter o vento a despentear-me.
O mais curioso de tudo isto, é que nem sou muito apegada às minhas origens, adapto-me facilmente. Até gosto de viver em Lisboa… Mas uma parte de mim, quer desesperadamente voltar a casa, à minha verdadeira casa, e a tudo o que esta traz consigo: a minha família, as pessoas de sempre, e muitas recordações… O início da minha vida, que não sei onde ainda me pode levar…

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The world upon my shoulders

22/06/2008 at 22:07 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Desabafos, Família, Filmes e músicas, IST)

Foi a expressão que utilizaram.
Eis o contexto: eu, no meu curso, no IST. Fazendo (quase) tudo por mim, não há amizades profundas, laços inquebráveis (arrisco até a dizer que nem aqui, nem em lado nenhum), não sinto o companheirismo publicitado, nem nada que me faça sentir “por dentro”. Estou sozinha, a levar o mundo (ainda que apenas o meu) às costas. Não tenho apoio, não tenho gente a caminhar comigo, na mesma direcção. Tenho quem ande por perto, mas a uma velocidade muito maior.
Eu não desisto, mas vou sozinha.
Não sou pessoa de muitos amigos, porque, para mim, amigo a sério é quem me conhece por dentro, e desses há poucos, e cada vez mais tenho receio de arriscar e dar-me a conhecer.
Tenho amigos para as gargalhadas, para uns desabafos no momento. Mas tenho e terei sempre a minha família, tenho, e sinto-me segura em afirmar que terei também sempre o meu namorado, ainda que as coisas entre nós mudem. Estas pessoas são mais do que apenas amigos. São a minha vida extra-IST. Eu não estou sozinha no mundo.
Por muito difícil que se torne, terei ajuda, terei apoio, ainda que apenas moral. Tenho quem gosta de mim, e quem me tem a mim. Tenho quem vale a pena. Estou lá sozinha, mas tenho-vos a todos vós. Sofro, mas sou confortada.
No fundo, carrego o meu mundo sozinha, mas ao menor sinal, terei todo o apoio de que preciso.
Por mais sozinhos que pensemos que estamos, há sempre alguém com que podemos contar, e esse alguém merece ser reconhecido. Para mim, é provável que tenha sido necessária uma desgraça para eu abrir os olhos, mas como se diz “mais vale tarde do que nunca”!
PS. Enquanto escrevia este post, lembrei-me de uma música dos Green Day, que deixo aqui:
Green Day – Boulevard of Broken Dreams

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I’m still alive…

22/06/2008 at 21:54 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Desabafos, IST)

But not kicking…
Os últimos dias têm sido invulgares… Depois da primeira maré de avaliações, passei uns dias sem saber bem o que ando a fazer. Eu estudo, se por estudar se entender ler, mas não viro as páginas. A partir de amanhã acabou-se a brincadeira.
Por outro lado, depois de muitas semanas sem ver outra coisa à frente que não o IST decidi (meio à força), tirar algum tempo para mim, e para ele. Sinto-me nova. Um passeio e convivência fora do Técnico fazem bem a toda a gente.
Novidade: arrisquei. Tomei uma decisão, dei um passo, e agora estou à espera. Um estágio numa empresa. Seia óptimo, grande experiência, e mesmo que corresse mal, continuaria a ser experiência de trabalho. Agora é esperar… Embora não creio que tenha grandes motivos para ter esperança…

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Blábláblá

19/06/2008 at 16:15 (Uncategorized)

Hoje é um dia em que não me apetece fazer nada.
Apetece-me rir de nada, chatear quem quer e precisa de estudar.
Apetece-me gritar, e gastar corrector.
Apetece-me riscar folhas e mesas, e escrever sobre nada.
Apetece-me tudo isto, não pensar no que faço.
Nem no ontem, e muito menos no amanhã.
Apetece-me gargalhar, de nada e absolutamente de tudo.
Rir sem parar.
Gritar golo, depois de cantar o hino com alma.
Apetece-me sentar numa esplanada, e conversar sobre tudo.
Apetece-me conversar com quem não conheço.
Apetece-me dormir e brincar.
Apetece-me fazer isto e aquilo, mas não posso.
Apetece-me, porque estou longe da realidade em que vivo. Deixei-me levar, e estou bem assim. Sem preocupações, sem dores de cabeça. É como um sonho, e também corro o risco de acordar, mais cedo ou mais tarde.
Enquanto dura esta fase, vou sair, vou rir, vou gritar PORTUGAL,PORTUGAL,PORTUGAL!!! e GOOOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOO.
Vou viver.
Começar esta nova fase.
E nada me vai impedir.

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Sobre tudo e nada…

18/06/2008 at 21:26 (A propósito de nada..., Coisas da vida, Desabafos, Filmes e músicas)

É curioso como o meu post sobre o “Aquário” do Técnico é o que tem mais visitantes. As pessoas gostam de aquários. Em Portugal e no Brasil.

Mudando de assunto:
Life sucks, people are supid, hate is not a great feeling.

Hoje não ‘tou para mais. Tenho muito em que pensar, e pouco tempo para por tudo por escrito.

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