OP
Oceanooo Pacíficooo. ZZZZzzzzZZZZ
It’s killing me softly. Literalmente.
Caminhos
Aos poucos hei-de ir ao lugar.
Mas… dando um passo em frente e dois para trás, não é preciso estudar Matemática para perceber que há algo que não está certo.
It’s time to change strategy.
Sonhos impossíveis
Nada é pior do que sonhar. De pé, ou a dormir. Que bom pode trazer a constatação de realidades melhores, e impossíveis? Quem bem nos fará pensar que estamos num sítio, com algo ou alguém, que nos faria, julgamos nós, mais felizes? De que nos serve saber que não o teremos nunca?
Sonhando acordados, pedimos realidades impossíveis, que trazem depois o grande balde de água fria.
Dormindo e sonhando, podemos ter qualquer impossível, tornando ainda mais difícil, ao acordar, perceber que nos resta a nossa dura realidade. Que não vai mudar. Por muito que se sonhe. Por muito que a realidade se parece estar a encaixar nos eixos do que sonhámos. Por muito que se “sinta” que é desta. Por muito que aconteça.
Sonhos são sonhos. São cor-de-rosa, azuis, repletos de unicórnios e fadas. Com varinhas mágicas.
A vida não tem nada disto. De tudo o que existe, real ou imaginário, muitas das coisas melhores não serão nunca possíveis de agarrar, se sentir, de viver.
Just keep it real.
Don’t fool yourself, and you won’t get hurt.
Life sucks.
Don’t you know that by now?
Welcome to my life.
Não é bem assim, mas é tudo aquilo de que estou convencida neste momento.
Não vale a pena o esforço de imaginar diferente, se for melhor. Quem sofre sou eu.
Não vale a pena o sofrimento do embater com a realidade, uma vez mais, para verificar que, afinal, ainda é de pedra.
Não vale a pena o desgosto, a tristeza, a desolação, a desilusão, o desapontamento. Comigo, com o mundo, e com a minha vida.
Esta noite não quero sonhar impossíveis, pode ser? Não preciso de, por algumas horas, sonhar possuir aquilo que nunca vou alcançar.
Thanks.
Beautiful
“Don’t let them say you ain’t beautiful,
they can all get fucked, just stay true to you”
Porque gosto, porque me apetece, e porque sim.
“You’d have to walk a thousand miles
In my shoes, just to see
what it’s like, to be me.
I’ll be you, let’s trade shoes
Just to see what it’d be like
To feel your pain, you feel mine
Go inside each others’ mind
Just to see what we’d find
Look at shit through each others’ eyes”
Diários e pseudo-diários
“Querido diário,
Gostava de saber o que me faz ser assim, o porquê de fazer o que não quero, o que não gosto, e de me sentir a isso obrigada. Gostava de saber o motivo da culpa que não devia carregar. Gostava de saber até quando vou sentir-me assim. Quero pensar que vai mudar. Mas como? Não há nada que possa fazer, e o mundo continua a girar da mesma fora se nada fizer.
Melhor do que ninguém, sabes o porquê de tudo o que choro, de tudo o que penso em segredo. Melhor do que ninguém, sabes quem sou. Mas não passas de uma folhas de papel soltas, em que tento sentir-me melhor. És o meu melhor amigo. Não tentas mudar-me, não me julgas, não me censuras, não me esqueces, e nunca me vais abandonar. Mas preciso de mais, e também sabes disso. Como? Estou presa. Condenada.
Querido diário,
Hoje foi o dia. Não sei o que pensar.
Querido diário,
Começa a passar. Foi-se a culpa, quase toda… Foi-se a dor. Foi-se tudo, e fiquei eu. A original. Sem disfarces. Chegou a hora do adeus. Desculpa, mas já não preciso destas folhas, e sei que compreendes. Obrigada por tudo, e por me ajudar a manter-me “eu”.
Adeus, vou viver.”
De: Quem quiser, em qualquer lugar, em tempos idos ou vindouros.
P.S. Percebe-se que me não sei o que escrever? We’ll keep on trying.
P.S.2 O texto acima é pura ficção. Qualquer semelhança com a a realidade de alguém não é intencional. Apesar disso, acredito que muitos, numa altura ou noutra tiveram uma folha como melhor amigo. Eu sei que tive. Depois resolvi viver. Descobri que há pessoas a 3D que fazem melhor efeito do que uma resma de papel em branco. E não se amarrotam para todo o sempre. Embora nem sempre compreendam, embora às vezes censurem e julguem, mas todos nós o fazemos.
Durante muito, muito tempo tentei manter um diário, aliás, foram muitos! Comprava um novo de tempos a tempos, para um fresh start, mas nunca funcionava. Embora este blog não seja, nem de perto nem de longe, o que entendo por diário, é o mais perto disso que tenho, e aquilo que mantenho há mais tempo (nos últimos tempos ganhou algumas teias de aranhas, mas enfim, coisas da vida). É sempre bom ter um refúgio, um espaço pessoal e, embora aberto a todo o mundo, meio privado. Folhas de papel virtual. O bom disto, é que não serve para aquilo de que precisava. Porque já não preciso. Existe porque quero, porque gosto e, porque não? Nada do que aqui escrevo é segredo. Mais ou menos. Nada de mais é revelado, porque não tenho, nem quero precisar de um diário. Tenho o que preciso.
O que escrevi acima não é sobre mim, agora, nem nunca. Escrever ao diário é “kinda lame”
Não escrevo a ninguém. Se preciso de escrever, é sinal de que preciso mais de falar do que de escrever. E quando acho que preciso de falar, eu falo! Quem me conhecer concorda com certeza…
Bem, tenho mais que fazer.
See you later, aligator
Oops…
Já passou um mês.
Amanhã volto. A sério que sim.
Amanhã volto. Ou então depois. Quando me apetecer mais do que agora.
Talvez amanhã.
Fui.
On a moment like this…
Há dias que são perfeitos. Simples, e sem planos.
Há momentos que davam filmes.
Há alturas em que o tempo devia parar, retroceder e deixar acontecer tudo novamente.
Há dias que não se esquecem.
E são momentos como estes que fazem todos os outros valer a pena.
Mesmo quando são curtos, e nos intervalos de algo maior.
Mesmo se não forem perfeitos, e sem falhas.
Mesmo que faça algum frio.
Mesmo que seja a quase despedida.
Apesar de tudo.
Momentos como os de ontem são preciosos.
Esquecer o relógio, e o despertador do dia seguinte.
Esquecer que vai ficar escuro, e que não sei já onde estou.
Esquecer que o metro nos leva lá mais depressa.
Esquecer do filme que quero ver.
Esquecer o mundo à volta, e deixar a conversa correr.
Esquecer, por momentos, que o meu ritmo normal é à pressa.
Esquecer.
Abrir os olhos como de tentasse absorver todo o mundo de uma só vez.
Olhar-te como se receasse esquecer-te.
Beijar-te como se me oferecesses o mundo.
Deixar-me ir, por um motivo apenas: “E porque não?”.
Don’t think, just do it.
Não acontece todos os dias.
Nem com relativa frequência.
E porque não?
Porque vivo a correr, a tentar encaixar todas as peças da minha vida o mais rapidamente possível, sem reparar que algumas se encaixam mais harmoniosamente se as deixar sozinhas.
Se não controlar tudo, constantemente.
Às vezes é bom perceber que pode ser diferente. Basta tentar.
Rotina
Aos poucos torna-se rotina. Acordar, ver as horas a passar, ainda que lentamente, e sair feliz. Aproveitar as horas de pausa e recomeçar. Dias depois vem o fim-de-semana. Parece que dura um mês! Excepto quando acaba…
Sabe bem respirar do lado de fora. Ainda que só tenham passado ainda duas semanas… Estou algo farta :(
Como diz a música, “I will survive!” :)
Outras coisas me vão mantendo feliz, como contar os dias que faltam para o próximo fim-de-semana, em que poderei matar saudades!!
Mas estes dias, por meio de muita seca, fazem-me pensar no motivo que me levou a querer fazer isto, e o porquê de ter a certeza de que valerá a pena! O que interessa não é o caminho, é o lugar onde pretendo chegar. E se ao “perder” estas férias estou a explorar um atalho para o “tal” lugar, porquê recusar?
Não sei o que quero, mas começo a ter “umas luzes”. Começo a ter noção das possibilidades, e das opções que me poderão agradar mais, ou menos. E terei já isso em breve nas próximas opções que terei de fazer.
Espero não desperdiçar oportunidades, espero não me arrepender, espero não estar a perder tempo, e a ganhar esperança inútil…
Estes Dias Parvos…
Ainda tão pouco passou, e já estou farta. Não do que faço, mas do que deixo de fazer. Porque não compensa, mesmo nada. Por agora.
Como explicar? É opção minha, eu sei. Não se torna mais fácil ou mais divertido por causa disso. Sobretudo com descrições frequentes de tudo o que vou perdendo.
Ganhar, também ganho algumas coisas. Olheiras, nem parece que um dia estiveram de férias. Dores de cabeça, tal como o pc do século passado, parece que vieram para ficar durante dois meses. E havia tanta coisa como alternativa.
E no tempo que sobra, em que não grito que me deixem dormir (“porque faltam apenas 8h e 15 min para acordar”), quero apenas ficar parada, aproveitar o silêncio e o “nada para fazer”. Mas nem isso posso fazer. E planos, posso? Também não. Nestes dias, o que consigo controlar resume-se a uma lista muito curta.
Basicamente, estou a precisar do fim de semana. Foram apenas 4 dias, mas estou já a pensar: como é que as pessoas conseguem ter vidas, famílias e filhos desta forma?
Apetece-me…
Back
Não são precisas muitas palavras. Ao contrário do que esperava… Mas estou de volta, a começar algo novo, sem saber o que esperar.
Mas não sorrio. Estou triste pelo que deixei lá longe… Sinto saudades, e ainda só parti há algumas horas.
Vou dormir, amanha vai ser uma dia longo.